Governo do Estado
Galeria dos Ex-Comandantes
Telefones de Emergência
Estatísticas Fotos Sites de Corporação
Fale Conosco
Classificação dos Incêndios Imprimir E-mail
Sáb, 27 de Dezembro de 2003 15:00

CLASSIFICAÇÃO DOS INCÊNDIOS

QUANTO AOS MATERIAIS COMBUSTÍVEIS

Classe “A”

São aqueles cujo combustível queima em superfície e profundidade, deixando resíduos sólidos após a queima (cinzas). São os mais frquentes, e por queimarem em profundidade, requerem um rescaldo bastante cuidadoso.

Como exemplos, poderíamos citar os combustíveis sólidos (madeira, papel, palha, tecido, etc.).

Classe “B”

............São aqueles que queimam apenas em superfície, como por exemplo, os líquidos inflamáveis (gasolina, álcool, querosene, óleo diesel, tintas, etc), os gases inflamáveis (acetileno, gás liquefeito de petróleo - GLP, etc) e os colóides (combustíveis pastosos, como graxas, etc).

          De acordo com a NATIONAL FIRE PROTECTION ASSOCIATION (NFPA), os líquidos podem ser classificados como inflamáveis ou combustíveis.

Líquido inflamável é todo o líquido cujo ponto de fulgor é menor que 37,7º C (100ºF) e pode ser subdividido em subclasses A, B ou C. Enquanto que líquidos combustíveis são aqueles com o ponto de fulgor superior a 37,7ºC, conforme o quadro abaixo:

 

Líquidos Inflamáveis
Classe
Subclasse
Ponto de fulgor
Ponto de ebulição
I

A

B

C

< 22,8 ºC

< 22,8 ºC

> 22,8ºC e <37,7ºC

<37,7ºC

>37,7ºC

 

Líquidos Combustíveis
II
-
> 37,7ºC e <60ºC
-
.

A

B

< 60ºC e <93,3ºC

> 93,3ºC

-

 

Classe “C”

São os incêndios que ocorrem em aparelhos elétricos energizados. Estes incêndios, após ser retirado o agente energizador, podem ser combatidos como outra classe de incêndio (geralmente classe “A”). Todavia, devemos ter cuidado com aparelhos que possuem acumuladores (capacitores e aparelhos de TV, por exemplo), que mesmo após desligados continuam energizados.

Classe “D”

São aqueles que ocorrem em ligas metálicas combustíveis (metais pirofóricos). Para tais incêndios se faz necessária a utilização de agentes extintores específicos. Como exemplos de combustíveis encontrados em incêndios desta classe podemos citar: as ligas de magnésio, sódio, potássio, zinco, alumínio em pó e outros.

QUANTO ÀS PROPORÇÕES

A proporção de um evento engloba as suas dimensões, a sua intensidade e os meios empregados para a sua extinção.

Incêndio Incipiente

Evento de mínimas proporções para o qual é suficiente a utilização de um extintor portátil.

Pequeno Incêndio

Evento cujas proporções exigem emprego e material especializado, sendo extinto com facilidade e sem apresentar perigo iminente de propagação.

Médio Incêndio

Evento em que a área atingida e a sua intensidade exigem a utilização de meios e materiais equivalentes a um socorro básico de incêndio (conjunto de viaturas do Corpo de Bombeiros composta de um Auto Rápido - AR, um Auto Bomba - AB ou ABT, um Auto de Busca e Salvamento - ABS, uma Auto Escada Mecânica - AEM, e um Auto Socorro de Emergência - ASE) , apresentando perigo iminente de propagação.

Grande Incêndio

Evento cujas proporções apresentam uma propagação crescente, necessitando para a sua extinção, do emprego efetivo de mais de um socorro básico.

Incêndio Extraordinário

Incêndio provocado por fenômenos naturais, como abalos sísmicos, vulcões, etc., ou ainda por bombardeios ou similares, atingindo quarteirões, bairros e cidades inteiras.

CAUSAS DE INCÊNDIO

NATURAIS

São aqueles decorrentes de fenômenos da natureza e se dividem em:

1) Natureza físico-química

Ex: Vulcões, terremotos, raios, meteoros, etc.

2) Natureza biológica

São os incêndios decorrentes do aumento da temperatura devido à fermentação e à ação degradativa das bactérias.

Ex: Enfardamento da forragem úmida.

ARTIFICIAIS

1) Materiais

1.1) Primárias

1.1.1) De origem física

Provenientes de qualquer fenômeno físico que produz energia calorífica.

a) Atrito

Fricção entre corpos rígidos, ou entre partes metálicas com lubrificação deficiente.

b) Choque

Choque entre partes metálicas frouxas ou desajustadas, em máquinas e motores que estejam sujos com resíduos de óleo e graxa.

c) Compressão

Compressão brusca e continuada dos gases provocando o aumento de temperatura em recargas de cilindro de gases, por exemplo.

d) Condução térmica

Calor transmitido de um corpo em alta temperatura para corpos vizinhos que estejam em condições normais.

Ex: Uma chaminé em contato com o forro de madeira do telhado.

e) Eletricidade

São aqueles gerados por fenômenos termoelétricos.

Ex: Curto-circuito, sobrecarga, fuga de corrente, etc.

1.1.2) De origem química

Substâncias químicas que podem gerar calor quando se combinam, ou em decomposição, produzindo aquecimento, inflamação ou explosão.

Ex: Metais pirofóricos finamente divididos quando expostos ao ar.

1.1.3) De origem biológica

Aumento de temperatura provocado pela fermentação e a ação degradativa das bactérias, obtido em laboratórios.

Ex: Fermentação do lixo em um biodigestor de gás para fins domésticos.

1.2) Secundárias

É o fogo considerado útil que foge ao controle do homem.

Ex: velas, lamparinas, lampiões, fogareiros, etc.

2) Humanas

2.1) Culposas

São incêndios nos quais o homem é o seu causador, sem, no entanto, ter havido intenção de provocá-lo. Esta pode ser dividida em três situações distintas:

2.1.1) Imprudência

Incêndio provocado por crianças ou pessoas em condições de incapacidade (doentes mentais), que não podem ser responsabilizados legalmente pelo delito cometido.

2.1.2) Negligência

É o desrespeito às normas de segurança, mesmo conhecendo-as, porém sem a intenção efetiva de provocar o incêndio.

2.1.3) Imperícia

É o desconhecimento das normas de segurança.

2.2) Dolosas

São os incêndios provocados com a intenção (dolo) de destruir. Logo, quem provocou o incêndio, tinha plena ciência das suas conseqüências e assumiu o risco de as produzir. Incêndios de causas dolosas normalmente têm motivação financeira. Como tal prática é crime, são alvos de investigação pericial (Perícia de Incêndio), e criminal para a apuração de sua autoria.